DE PERFORMANCES

CICLO

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PARA CONHECER O PARÁGRAFO CURATORIAL DE ANA MUSIDORA

PROGRAMAÇÃO

24 a 29 de abril | 14h00
Performances registradas para o Ciclo.

Curadora do Eixo: Ana Musidora

24/04 
A PAREDE DESSA SALA DEVERIA RUIR OU EU NÃO SOU UM TOBOGÃ | Aline Alves

25/04

GOSTO DE COMEÇAR PELO FIM PORQUE SINTO QUE TENHO MAIS POSSIBILIDADES | Terra Queiroz

26/04 

NEOMEDUSA - MARCO ZERO | Aline Fátima

27/04 

OLHO D’ÁGUA SOBRE A PEDRA E O PÓ | Eliara

28/04 

PROTOCOLOS PARA RESPIRAR | Selma Barreto

* Projeção no Jardim Romano

29/04 

ESCRITAS DA OBSERVAÇÃO | Dandara Kuntê

25/04 | 15h00 | Roda de Conversa 

       Ciclo de Performances

Convidades: Aline Alves, Terra Queiroz, Aline Fátima, Selma Barreto e Dandara Kuntê
Mediação: Ana Musidora
Onde? no YouTube do Mulheres na Travessa

OBS: Programação sujeita a alterações

_____PERFORMER

Aline Alves. Atriz de formação híbrida, formada no ano de 2013 em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo e, em 2007, pelo curso técnico de atores da escola INDAC, há sete anos vem se dedicando a aproximar o teatro e a dança de novas bases de sensibilidade: o campo do desenvolvimento típico e atípico e do universo das politicas preventivas aos crimes de gênero.

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_____OBRA

"A PAREDE DESSA SALA DEVERIA RUIR OU EU NÃO SOU UM TOBOGÃ"

SINOPSE

Uma educadora comum, vítima de assédio sexual, proibida pela justiça de citar o nome de seu assediador, cria formas estratégicas e bem humoradas de testemunhar o que lhe aconteceu. A busca por reparação gera uma coexistência limite entre pedagogia e direito penal, audiências e pista de dança, testemunho e aulas de pilates. Um homem e uma mulher são humanizadas para além do estigma vítima/assediador.

2021, São Paulo - SP. 27’ 52’’.

FICHA TÉCNICA

Captação e montagem : Nômades

Som direto: Som de Black Maria

Produção: Lamparina 313

_____PERFORMER

Terra Queiroz (1993), nascida em São Paulo, graduanda em licenciatura interdisciplinar em artes pela universidade federal do recôncavo da bahia. multiartista que tem enquanto base a perfomance, sua formação acontece por programas vocacionais localizado na periferia da zona sul de são paulo e mais tarde pelo centro de integração em artes (CITA). em suas ações artísticas tem buscado através do corpo construir um arcabouço de memória que de maneira espiralar comunique u outre sobre questões que constituem esse país, em urgência a travestilidade e sua negritude. Nessa trajetoria, em 2018 é convidada pela bloc feminista da marcha da maconha, na qual fazia parte a parir a perfomance: sangue colonial. Mais tarde, em 2019 após um acidente no rio em São Francisco do Paraguaçu, São felix, Bahia dá início a uma trajetória intitulada IBALE, nessa ação com os pés descalços durante 300 dias entre bahia e são paulo é explorado o limite desse corpo e também os hábitos coloniais da sociedade em que vive, a ação tem como objetivo também a busca pela ancestralidade através da terra e o mapeamento espiritual de corpas que já estiveram nesses espaços. Em alquimias para levantar as mortas e fortalecer as vivas (2020) a partir do que foi vivido com IBALE um filme é produzido, que tem como base principal a disputa e o ganho de uma imagem que seja de poder e abundância para determinadas populações. todos os trabalhos estão disponível na página pessoal de Terra. @aterrad4

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_____OBRA

"GOSTO DE COMEÇAR PELO FIM PORQUE SINTO QUE TENHO MAIS POSSIBILIDADES"

SINOPSE

Banhos de limpeza e expurgos para assentar a presença de estar em vida. A performance convoca a feitura do corpo através da espiritualidade. os elementos utilizados durante a ação (algodão cru, auto retrato da Alarinjó* feito com dendê e terra, agbá com o dendê, folha de bananeira, quartinha de água, fios de anzol) tornam-se portais de acesso e comunicação entre mundos. Terra ritualiza sua presença convocando a memória coletiva, mítica e ancestral travesti.

2021, São Paulo - SP. 13’ 11’’.

FICHA TÉCNICA

Captação e montagem : Nômades

Som direto: Som de Black Maria

Produção: Lamparina 313

_____PERFORMER

Aline Fátima é artista visual, cineasta e performer. Cresceu na periferia da Zona Leste de São Paulo durante os anos 90, envolvida com movimentos culturais como skate e Hip Hop. Formada em Letras pela Universidade de São Paulo, atua há dez anos com educação popular nas redes públicas estadual e municipal da cidade. Pós-graduanda em Arte e Educação pela ECA-USP e em Educação e Direitos Humanos pela UFABC. Com formação em Capoeira Angola e Danças Afro Brasileiras é arte-educadora em Dança. Realizou nove curtas metragens de forma independente atuando como diretora, roteirista, artista visual, performer e montadora. Sua pesquisa estética transita por temas como imaginário, mitologia, dinâmicas entre sagrado vs profano, culturas negras urbanas contemporâneas, tradicionais e juventude periférica.

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_____OBRA

SAIBA MAIS

"NEOMEDUSA - MARCO ZERO"

SINOPSE

Neomedusa - Marco Zero é uma performance que dá continuidade a uma série de “aparições” da entidade estética - releitura do mito de Medusa - criada pela artista visual, cineasta e performer Aline Fátima. Nesta versão, a górgona não tem sua cabeça cortada, ao contrário, está viva e vaga por “submundos” dando visibilidade a corpos considerados “monstruosos”. Neomedusa nasceu em 2019 como personagem do filme homônimo, realizado em uma rave produzida por artistas pretas e trans na periferia de Salva

dor (BA). Surge como uma personagem urbana e noturna, que perambula por ambientes marginalizados e se comunica por meio de uma dança delirante. Já se manifestou na noite de Salvador, na Vampire Haus (tradicional festa de música eletrônica da cena underground de SP), no carnaval de rua de São Paulo em 2020 e em um baile funk de rua em Guaianazes, na periferia da Zona Leste, em 2021.

2021. São Paulo - SP. 31' 15".

FICHA TÉCNICA

Captação e montagem : Nômades

Som direto: Som de Black Maria

Trilha Sonora: Pilantropov & Xyrley Circui

Produção: Lamparina 313

_____REALIZADORA

Eliara é natural de São Luis do Maranhão e atua como artista da performance, articuladora e produtora sociocultural independente. Põe em gira o exercício da educação como prática política, na qual os diálogos e fluxos transitórios em dança, circo, fotografia, vídeo e escrita são estados de fabulação e elaboração de espaços e tempos de autonomia para existências trans e travestis. Graduou-se em 2018 no curso de Comunicação das Artes do Corpo na PUC – SP e desde 2013 mantem-se em constante movimento entre São Paulo e o Maranhão, articulando propostas nos campos da arte e da educação com artistas, educadores e/ou instituições interessadas em: reelaborar noções de centro e periferia; promover ferramentas de descentralização intelectual, política e econômica.

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_____OBRA

"OLHO D’ÁGUA SOBRE A PEDRA E O PÓ"

SINOPSE

Para existências travestis, o processo migratório se dá em perspectiva diferente comparada as experiências cisgêneras. São corpos que buscam nos centros urbanos espaço para se refugiar da expulsão de casa e para adentrar o mercado da prostituição, que se mostra como uma oportunidade de ascensão financeira e de desejo para as suas expressões femininas, mesmo que de forma objetificada. Atravessando as lacunas da história dos seus próprios deslocamentos e de outres deslocades, em "Olho D'agua: sobre a pedra e o pó" Eliara compõe uma instalação coreográfica para elaborar poéticas para resgatar as memórias de existências e territórios que estão em trânsitos.

2021, São Paulo - SP. 20’ 37’’.

FICHA TÉCNICA

Criação, Performance e Produção: Eliara

Produção: Mayra e Gessica

Captação: Profana ao Mel e Nanny Azevedo

Apoio: Criatura Produções e Casa das Matrizes

_____PERFORMER

Selma Barreto. Mulher, invísivel, preta, doida, dança nas paredes, mãe, criança, lavadeira, cozinha arte, assa bolos, conta causos, faz café e cafuné, corta a unha do pé e lê poesia. Dança e embala criança, cozinha o feijão e canta no salão... das janelas kebradas lá em casa.

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_____OBRA

"PROTOCOLOS PARA RESPIRAR"

* Projeção no Jardim Romano

SINOPSE

Como nos reorganizamos enquanto mulheres artistas pretas periféricas na impossibilidade da presença? Como se dá um processo des criativo no caos no transtorno na distância? Como respirar pelas janelas que se apresentam como uma rede compartilhamento e ansiedade? O que pode um corpo preto na precariedade histórica de sempre diante das atualizações da necropolitica?

na impossibilidade do encontro , poesias da pandemia … das janelas / protocolos para respirar as máscaras nos permitem o fluxo / nas mascaras um respiro poesia / performar com as máscaras lendo os poemas escritos na pandemia ...

2021, São Paulo - SP. 5’ 01’’.

FICHA TÉCNICA

Captação e montagem : Nômades

Som direto: Som de Black Maria

Produção: Lamparina 313

_____PERFORMER

Dandara Kuntê, desenvolveu sua trajetória artística através de diversas linguagens como: teatro, audiovisual e produção cultural. Essa história se inicia em 2002 participando de diversos projetos culturais e artísticos do Espaço Criança Esperança de São Paulo, participando de aulas de teatro, dança, cinema e audiovisual. Neste período damos destaque para sua participação como atriz do projeto “Corpo Cênico”. Em 2003 participa de aulas de câmera, edição e produção musical, todos promovidos pelo Instituto Sou da Paz. Em 2004 foi integrante da turma de formação em interpretação da Cia Fraternal, participou também de um processo de formação promovido pela Ação Educativa em parceria com a faculdade Faap denominado “Vídeo, cultura e trabalho”, atividade essa que teve a duração de um ano. No mesmo ano foi estagiária em “câmera” na rede Globo de televisão. Em 2005 foi educadora da Organização Batuquedum desenvolvendo trabalhos junto a crianças, adolescentes e adultos ministrando atividades de alfabetização e teatro. No ano de 2007 volta a desenvolver suas pesquisas na área de cinema através do projeto Kinoforum, criando os curtas: “Aonde vai você?”, “Grades” e “O Medo”. Em 2009 continua seu trabalho junto a Kinoforum atuando como produtora do curso de formação e do Ponto de Cultura desenvolvendo atividades diversas junto à comunidade do Em 2010 participou do ciclo de oficinas do projeto Tela Brasil, trabalhando como produtora artística. Já em 2013 foi aluna do curso de formação em cinema e produção cultural da Escola São Paulo de Economia Criativa. Atualmente é integrante da Coletiva Fala Guerreira, Núcleo de Mulheres Negras, Coletivo T.ar Raízes, 8M na Quebrada, Periferia Segue Sangrado, intérprete das Escritas da Observação e Poéticas do Cotidiano. Jardim Ângela.

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_____OBRA

"ESCRITAS DA OBSERVAÇÃO"

SINOPSE

"Escritas da Observação" se propõe a recriar narrativas poéticas para corpos marginalizados. Após caminhar em deriva a performer escolhe um “ponto de observação”. Enquanto observa, seu corpo é lugar de passagem para a escrita de histórias e memórias que se fundem num texto performático, ficcional e autobiográfico. A ação é realizada em pontos estratégicos da cidade São Paulo, cruzamentos, terminais de ônibus, praças. nesta edição a intervenção acontecerá nas imediações da Praça da Sé, local onde a onde a artista reside atualmente.

2021, São Paulo - SP. 17’ 56’’.

FICHA TÉCNICA

Captação e montagem : Nômades

Som direto: Som de Black Maria

Produção: Lamparina 313

CURADORA DO EIXO_____